MAR. 15, 2019 14:05:00

Mercado do café mantém trajetória de perdas

Os contratos futuros do café seguem sua trajetória de perdas nos mercados internacionais, pressionados por indicadores técnicos negativos, pela atuação de fundos de investimentos e pela pressão dos picos de alta do dólar, apesar do recuo da moeda no acumulado da semana.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/19 do contrato "C" encerrou o pregão de ontem a US$ 0,9715 por libra-peso, com desvalorização de 135 pontos. Na ICE Futures Europe, o contrato maio do café robusta caiu US$ 40, fechando a US$ 1.490 por tonelada na quinta-feira. O dólar comercial foi cotado a R$ 3,848, com recuo de 0,6%.

Hoje, a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, sigla em inglês) divulgará seu relatório semanal com o posicionamento de traders e a expectativa é que os fundos tenham ampliado sua posição vendida. Na semana encerrada em 5 de março, eles contavam com saldo líquido vendido de 75.184 lotes.

A Federação Europeia de Café (ECF, em inglês) anunciou, ontem, que os estoques no continente registraram queda de 1,5% ao final de janeiro, somando 678.669 toneladas. Em dezembro, o volume era de 688.739 toneladas. Nesta sexta-feira, a Associação de Café Verde dos EUA (GCA, em inglês) anunciará o volume armazenado no principal consumidor mundial.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que deverá permanecer instável em toda a Região Sudeste durante os próximos dias. De acordo com o serviço meteorológico, as instabilidades tendem a diminuir aos poucos, reduzindo o risco de chuvas volumosas.

No mercado físico, as cotações acompanharam o desempenho semanal das bolsas internacionais e também recuaram. Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a aproximação da colheita de conilon fez com que os produtores estivessem mais presentes no mercado, permitindo o fechamento de alguns negócios de maneira pontual. Os indicadores calculados pela instituição para os cafés arábica e robusta foram cotados a R$ 399,14/saca e a R$ 303,61/saca, com perdas de 1% e 1,2%, respectivamente.

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Fonte CNC