DEZ. 06, 2017 17:27:00

Em menos de uma semana, cidades de MG já registram acumulado de chuva superior a média de todo o mês de dezembro

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Morgana Almeida, Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, destaca nesta quarta-feira (06) que a previsão do tempo se confirmou e que as chuvas continuaram estabelecidas nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, na porção norte do Espírito Santo, no interior da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí. Por sua vez, a região Sul se manteve estável, sem grandes volumes de chuva.

O município de Viçosa (MG) foi o que mais acumulou chuvas dentre todas as estações de meterologia do Inmet. Nos últimos dias, caiu um acumulado de 237,08mm, 12% a mais da média esperada para dezembro, que é de 211mm. Apenas no dia 04 de dezembro, Viçosa recebeu 87,02mm.

Nesta tarde, as nuvens se posicionam em, praticamente, todo o centro-leste e norte do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins. Uma mudança no padrão também indica nuvens sobre o Paraná, que caminham em direção ao oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Assim, a região Sul pode receber uma condição mais significativa de chuvas. As condições mais intensas seguem para o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro.

O corredor de umidade segue bem estabelecido na Região Central e deve ser apoiado por esse novo sistema no Rio Grande do Sul. A partir de amanhã (7), as chuvas devem continuar no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, se espalhando para a região nordeste, principalmente para o sul e o sudoeste da Bahia.

Na sexta-feira, a condição persiste, com um padrão mais seco em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e volumes mais intensos em Minas Gerais, norte de São Paulo e Rio de Janeiro. No sábado, um sistema de baixa pressão entre o litoral do Espírito Santo e da Bahia deve deslocar o volume de chuva mais ao Norte.

De acordo com as previsões mais estendidas até a terceira semana de dezembro, este padrão deve se manter, com volumes de chuva menores na Região Sul.

Por: Jhonatas Simião e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas