OUT. 19, 2018 11:32:00

Café: Futuros do arábica reduzem ganhos nesta 6ª após beliscarem US$ 1,30/lb com suporte do dólar

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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) têm uma sessão de ampla oscilação nesta sexta-feira (19). Depois de realização de lucros no início dos trabalhos, os principais vencimentos chegaram a avançar mais de 300 pontos com suporte importante do câmbio. No entanto, os ganhos foram reduzidos ao longo da manhã.

Por volta das 11h19 (horário de Brasília), o contrato dezembro/18 trabalhava com alta de 155 pontos, a 123,60 cents/lb e o março/19 anotava 127,35 cents/lb com avanço de 150 pontos. Já o vencimento maio/19 trabalhava com ganhos de 150 pontos, a 129,85 cents/lb e o julho/19 tinha valorização de 155 pontos, a 132,25 cents/lb.

Quando iniciou o dia em queda, as cotações do arábica no terminal externo estavam em realização de lucros, segundo informam agências internacionais. Do início da semana para ontem (18), o mercado do grão saiu de 119,35 cents/lb para 122,05 cents/lb. Nas últimas horas, o avanço expressivo retornou com suporte da desvalorização do dólar ante o real no Brasil.

"O real tem encontrado apoio com o candidato de direita à Presidência no Brasil liderando o primeiro turno das eleições e sua ida para o segundo", disse em relatório o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville. Mais cedo, os principais vencimentos do arábica chegaram a beliscar o patamar de US$ 1,30/lb.

Às 11h23, o dólar comercial recuava 0,58%, cotado a R$ 3,703 na venda, com otimismo do mercado em torno da eleição presidencial e exterior. A moeda estrangeira mais baixa em relação ao real tende a desencorajar as exportações da commodity pelo Brasil, maior produtor e exportador, e por isso dá suporte aos preços externos.

“Quando a moeda recua abaixo de 3,70 reais, acaba atraindo comprador. Mas há potencial para ela cair mais e beliscar os 3,50 reais com as eleições, dependendo dos nomes da equipe técnica”, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP), as chuvas desses primeiros dias de outubro têm auxiliado o pegamento das floradas abertas no Brasil. Até o final da semana passada, segundo a entidade, as flores correspondiam 80 a 90% do potencial das regiões de arábica da Mogiana (SP) e do Cerrado e Sul Mineiros.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas