Um esperado suporte pode vir da produção menor, o que também deve reduzir as exportações

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O que esperar para o mercado do algodão após o recorde de agosto

Um esperado suporte pode vir da produção menor, o que também deve reduzir as exportações

Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
10/09/2021

O que esperar para o mercado do algodão após o recorde de agosto

Um esperado suporte pode vir da produção menor, o que também deve reduzir as exportações

Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
10/09/2021

Em agosto, o preço do algodão registrou recordes históricos no Brasil. No indicador de preços da Bolsa Brasileira de Mercadorias, a cotação do algodão encerrou o mês aos R$ 5,30 por libra-peso, alta de mais de 7% considerando o Posto São Paulo com pagamento para oito dias. O indicador Cepea/ESALQ também registrou alta durante o período, com o maior resultado obserado desde o início da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, iniciada em 1996. 


Confira o Indicador BBM de hoje


A valorização registrada em agosto deve-se especialmente à demanda interna mais aquecida e, consequentemente, à elevação do ritmo de negócios envolvendo a pluma, além da baixa oferta do produto no spot nacional e às valorizações do dólar. A perspectiva, segundo agentes do mercado, ainda é de preços firmes em curto e médio prazos, mas fatores internos como a paralisação dos caminhoneiros e o fortalecimento do dólar podem impactar neste cenário. Na quarta-feira (8), após o feriado pela Independência do Brasil, o dólar avançou quase 3% frente ao real brasileiro atingindo o maior patamar desde junho de 2020, chegando aos R$ 5,32. 


O esperado suporte pode vir da produção menor, o que também deve reduzir as exportações. Segundo Jonas Nobre, sócio da Laferlins Corretora, e membro da Conselho da BBM, o Brasil não deve produzir nem embarcar as mesmas quantidades da temporada anterior quando a produção nacional foi próxima de 3 mi/ton, o consumo interno atingiu 650 mil/ton e o saldo de exportações alcançou 2,4 mi/ton. “Este ano, com a redução de área plantada e problemas no desenvolvimento da lavoura, especialmente em Mato Grosso, a produção deve ficar em torno de 2,3 mi/ton. Enquanto isso, o consumo doméstico deve subir pra 700 mil/ton e as exportações devem cair”, detalhou. 


Ainda de acordo com o corretor, o produtor brasileiro está vendendo agora a safra 22/23. “Se o mercado lá na frente estiver mais baixo, ele vai ter a vantagem de ter vendido a produção acima do preço que estará no mercado futuro, então a produção não participa dessa alta de agora”, resumiu. 


Já no mercado futuro internacional, os contratos em alta negociados na Bolsa de Nova Iorque refletem o cenário da safra norte-americana. “O valor que nós vemos mais alto para o vencimento de dez/21 por U$S 0,93, por exemplo, é reflexo de estoque de passagem muito baixo nos EUA de milhões de fardos, só que ninguém esperava que refletisse num preço tão alto como está agora”, resumiu. 


Conforme projeções da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), até 2030 o Brasil será o maior exportador do mundo de algodão registrando aumento de área e de produção. Já a Laferlins, espera que a partir de 2023, o Brasil volte a produzir acima de R$ 3 mi/ton.

 

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