Financiamento do agronegócio tem lastro garantido com plataforma da BBM

Cesar Henrique Bernardes Costa, diretor-geral da BBM, aposta em novo ritmo de financiamento da agricultura com plataforma online de CPRs
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
10/07/2019

Financiamento do agronegócio tem lastro garantido com plataforma da BBM

Cesar Henrique Bernardes Costa, diretor-geral da BBM, aposta em novo ritmo de financiamento da agricultura com plataforma online de CPRs
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
10/07/2019

A pouca clareza e segurança jurídica que a Cédula de Produto Rural (CPR) possui atualmente, e, inclusive, o desconhecido volume em gaveta à espera de liquidação, têm os dias contados, com a nova plataforma de emissão online da Bolsa Brasileira de Mercadorias lançada há algumas semanas.


Até agora, as CPRs são registradas em papel e, portanto, passíveis de erros e fraudes, e com a digitalização dos documentos, o financiamento da produção porteira adentro pelos agentes das cadeias (indústrias de insumos, revendas, cooperativas e traders) e financeiros passarão a contar com mais garantias.

 

No momento em que o agronegócio passa a se defrontar cada vez mais com a necessidade de se financiar fora dos recursos públicos – viu-se, há poucos dias, que o Plano Safra 19/20 saiu com volume menor de custeio -, seguindo as indicações do governo de sair do crédito, o instrumento da BBM, em parceria com a SegesAgro, dará mais segurança, explica o diretor-geral César Henrique Bernardes Costa.


“As CPRs já servem de lastro para as operações no físico e na emissão de títulos e agora, com a digitalização, as garantias são mais palpáveis”, diz o executivo, lembrando que o Bolsa Agro CPR reunirá assinatura e registro de garantias extrajudiciais, agilização das emissões de financiamento (com possibilidade de endosso a terceiros). Além disso o serviço tem disponível acompanhamento de safra, do plantio à colheita, em todas as principais variáveis.


Nas operações hoje de gaveta – que a BBM pretende capturar com tempo e trazer para o sistema online – as estimativas são precárias, mas pode girar entre R$ 100 a R$ 150 bilhões, diz Bernardes Costa.

 

Agora, as empresas que financiarem a produção com a garantia de um volume físico X a ser liquidado na colheita, podem negociar essas CPRs, aumentando a liquidez do mercado. São basicamente Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

 

Os outros títulos que as CPRs lastreiam são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), emitida pelos bancos, e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), operações estruturadas pelas securitizadoras.

 

Reprodução: Money Times

Foto: arquivo BBM

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