Encontro com corretores debate os desafios da CPR digital

A CPR digital tem força jurídica por meio de mecanismos legais
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
16/01/2020

Encontro com corretores debate os desafios da CPR digital

A CPR digital tem força jurídica por meio de mecanismos legais
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
16/01/2020

Durante toda quarta-feira (15), corretores de mercadorias de diferentes regiões do país participaram de um encontro na sede da Bolsa Brasileira de Mercadorias, no centro de São Paulo (SP). O treinamento tratou dos desafios da CPR, a Cédula do Produto Rural, e abordou as funcionalidades e a disseminação da ferramenta BolsaAgro CPR, lançada em 2019 pela Bolsa em parceria com a Seges.

 

Cerca de 20 corretores participaram do encontro e aproveitaram a oportunidade para esclarecer dúvidas a respeito da ferramenta que já está em uso e que vem auxiliando produtores e pecuaristas a financiar de forma privada e segura, suas lavouras e rebanhos. Os níveis de segurança da plataforma alcançam o mesmo nível de excelência adotado pelo sistema bancário brasileiro.

 

O advogado tirou as dúvidas dos corretores 

 

André Passos, advogado especialista em agronegócio, participou da reunião e conversou com os corretores. O Escritório Passos e Sticca Advogados Associados foi o responsável por buscar respaldo jurídico às operações realizadas na plataforma BolsaAgro CPR. De acordo com o advogado, a CPR digital tem força jurídica por meio de mecanismos legais já consagrados vigentes no direito brasileiro. “Nós otimizamos isso para poder criar e dar esse respaldo ao documento digital, tal como, a assinatura eletrônica, por exemplo, que é uma lei já muito utilizada para vários tipos de documentos”, esclareceu. “É um novo salto nas possibilidades de financiamento”, enfatizou.

 

O escritório opera em todo Brasil com unidades em diferentes regiões agrícolas. Passos, que é também professor de Direito Agrário da Fundação Getúlio Vargas, acredita que a CPR digital veio para ficar.  “A partir do momento que você digitaliza a CPR e que você tem um ambiente de negociações da idoneidade e do porte da Bolsa Brasileira de Mercadorias para poder utilizar as corretoras para transacionar essas mercadorias, você começa a trabalhar num cenário de liquidez que faz com que os produtores tenham muita liberdade nessa negociação na palma da mãe”.

 

Luiz Antônio Brito, corretor associado à BBM pela Cerrado Corretora, que foi de Goiás até São Paulo para participar do encontro, está entusiasmado com o que ele considera a nova fase no financiamento do agronegócio nacional, “O Brasil passa por um momento de mudança e transformação na linha do financiamento agrícola e pecuário. A maioria do crédito hoje para plantio, custeio e investimento no campo já está vindo da iniciativa privada e a CPR digital vem dar velocidade e transparência para que os agentes envolvidos, tanto credor como emissor, tenham mais agilidade para lançar esse instrumento”, declarou.

 

Acesse o conteúdo em áudio abaixo.

 

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