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OUT. 31, 2018

Câmara Setorial do Algodão cria grupo para buscar tabela única de ágio e deságio

 

Durante reunião realizada no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em setembro, foi criado um Grupo de Trabalho para discutir a criação de uma tabela única de ágios e deságios para o mercado do algodão em pluma, coordenado pelos representantes da Bolsa Brasileira de Mercadorias que integram a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do MAPA. A primeira reunião oficial do GT para tratar do assunto ocorrerá em novembro na sede da Bolsa, no centro de São Paulo.

 

As tabelas de ágios e deságios sobre a qualidade do  algodão em pluma são utilizadas mundialmente e possuem metodologia padrão, difenciando-se apenas nas pontuações (prêmios) para o produto de melhor qualidade e, com descontos, para o produto de qualidade inferior ao inicialmente contratado. De uma forma geral, o ágio é o valor adicional reconhecido para determinada mercadoria com qualidade superior ao previsto no contrato de compra e venda, enquanto o deságio é o desconto verificado para o produto de qualidade inferior.   

 

A tabela de ágio e deságio é importante para o setor algodoeiro, pois, neste mercado são comuns as negociações acontecerem antes mesmo de o produto ser plantado e é ela que determina os prêmios que serão pagos aos produtos melhorados. Hoje, por exemplo, a maioria dos contratos de algodão registrados no SINAP - Sistema de Informações de Negocios com Algodão da Bolsa Brasileira de Mercadorias são referentes à entrega futura. 

 

A negociação do  algodão pressupõe a definição inicial em contrato do tipo de algodão que será entregue após colheita. Depois de ser colhido e classificado, aplica-se a tabela para que o valores sejam ajustados.  Atualmente, são conhecidas no Brasil duas tabelas, sendo que a tabela definida pela Bolsa Brasileira de Mercadorias aplica-se aos contratos registrado na entidade. O objetivo deste Grupo de Trabalho é buscar os caminhos para a criação de uma tabela unificada que represente o interesse de produtores, indústrias têxteis e exportadores.  

 

Mais da metade do algodão produzido no Brasil é negociado por corretoras associadas à Bolsa Brasileira de Mercadorias. São 40 corretoras atuantes no mercado do algodão, onde  os negócios, além de serem regulamentados, contam com o amparo da Câmara Arbitral para dirimir qualquer eventual problema que surja na execução dos contratos, de uma forma mais rápida, mais eficiente e menos custosa do que a justiça comum.

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