BolsaAgro CPR emite CPR digital no mercado do algodão

O contrato envolve a venda antecipada de algodão em pluma safra 2019/2020
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
13/05/2020

BolsaAgro CPR emite CPR digital no mercado do algodão

O contrato envolve a venda antecipada de algodão em pluma safra 2019/2020
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
13/05/2020

Depois de emitir a primeira versão digital da Cédula do Produto Rural (CPR) para pecuária brasileira e atuar em títulos eletrônicos para milho, soja e outras culturas, esta semana, a plataforma BolsaAagro CPR realizou a primeira emissão para CPR de algodão. O contrato envolve a venda antecipada de algodão em pluma safra 2019/2020 com entrega no segundo semestre do ano. A operação foi totalmente conduzida pelo produtor e não pelo credor, como é corriqueiro no mercado. Em uma situação fora do ambiente digital, o trâmite envolveria contato, logística, encontros presenciais e necessidade de cartórios. Com o BolsaAgro CPR, o produtor transferiu toda essa dor de cabeça para a plataforma.

 

O algodão negociado está em uma lavoura na cidade de São Desidério, no oeste da Bahia, região de difícil acesso e com custos cartoriais tradicionais elevados. O produto será entregue para uma indústria têxtil de fora do estado baiano que realizou a validação do título sem dificuldades mesmo sendo o seu primeiro contato com uma CPR digital. A operação contou com o suporte diferenciado da plataforma. “Muitas pessoas acham que os produtores rurais não estão preparados e nem sabem lidar com ferramentas como token e e-cpf, por exemplo, e isso é um mito pois a maioria já está pronta para o futuro”, declarou Edson Félix, gerente de Operações da Bolsa.

 

O intermédio da negociação foi realizado pela Souza Lima Corretora, corretora de mercadorias associada à Bolsa Brasileira de Mercadorias. Com mais de 140 associadas, BBM é a maior rede de corretoras do país com 41 delas dedicadas exclusivamente para o mercado do algodão, o que significa que mais de 60% do algodão brasileiro é vendido pela Bolsa. A operação ajudou o produtor a financiar os custeios da safra no decorrer do ciclo da lavoura. O algodão da propriedade havia recém sido plantado, o que contribuiu no fluxo do caixa do produtor. Todo trâmite foi realizado de forma eletrônica, incluindo a parte cartorial e as assinaturas que foram recolhidas digitalmente. “Foi tudo muito simples e tranquilo e todos os processos foram realizados com muita transparência”, disse Marco Aurélio Oliveira, membro da corretora responsável pela emissão.

 

Safra recorde

 

Este ano, o Brasil deve produzir um recorde de 2,88 milhões de toneladas da pluma segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e observa-se que a Covid-19 mudou a dinâmica em todos os setores. A CPR do algodão, por exemplo, foi emitida de dentro da própria fazenda. A pandemia do coronavírus trouxe uma urgência ainda maior na otimização de processos digitais para todos os setores. O tempo da emissão da cédula digital cai pela metade quando comparado com a CPR tradicional e a digitalização do título está prevista em legislação por meio da Medida Provisória 897, conhecida como MP do Agro. Em pouco tempo, o registro em entidade autorizada pelo Banco Central (BC) será obrigatório e a plataforma está pronta para isso.

 

O valor financeiro da transação foi de R$ 3 milhões referentes a 380 toneladas de algodão em pluma com entrega a partir de junho. Com a operação de adiantamento financeiro do contrato, além do produtor ter recebido o crédito antecipado, a CPR digital ofereceu mais segurança ao financiador. “Nesse contrato foi combinado que o comprador faria um pagamento adiantado ao produtor o que não é muito comum e que só foi possível graças à intervenção da corretora e do contrato registrado na BBM”, concluiu o corretor.

 

Sobre o BolsaAgro CPR

 

A Plataforma Bolsa Agro de Títulos do Agronegócio foi desenvolvida em uma parceria operacional de duas empresas com muito conhecimento e expertise no agronegócio brasileiro: a Bolsa Brasileira de Mercadorias e a Seges. A plataforma é uma inovadora ferramenta capaz de emitir de maneira segura e 100% digital os Títulos do Agronegócio Brasileiro, com foco inicial na Cédula de Produto Rural (CPR), para financiar a produção agropecuária.

 

Saiba mais sobre o BolsaAgro CPR

 

Atuação da Bolsa Brasileira de Mercadorias no algodão

 

A Bolsa Brasileira de Mercadorias é a maior rede de corretas de mercadorias do país, com 159 associadas e, em torno de 40, dedicadas quase que exclusivamente ao mercado do algodão.

 

A entidade, sem fins lucrativos, sempre teve uma ligação muito forte com o algodão brasileiro desde os tempos de suas antecessoras,  BMSP – Bolsa de Mercadorias de São Paulo - e, posteriormente, a BM&F, através do quadro de corretores e de toda a equipe da Bolsa.

 

Como a Bolsa é filiada à CICCA – Committee for International Cooperation Between Cotton Organizations -, caso a parte faltosa não cumpra com o que foi determinado na sentença arbitral, o fato é levado à CICCA, a qual, informa a todos os membros das associações filiadas que tal parte descumpriu a sentença e todos os participantes ficam impedidos de fazer qualquer negócio com tal parte.

 

A Bolsa também conta com Câmara Consultiva do Algodão da BBM que reúne participantes da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), além de representantes da Junta dos Corretores de Algodão da BBM. Através desta Câmara, discutem-se formas de aprimorar a comercialização do algodão no Brasil.

 

Qualquer participante do negócio pode avaliar o quanto da safra já foi comercializada, por exemplo, qual a participação da indústria local nos negócios, quanto foi vendido para exportação, a origem do algodão vendido, entre outros tantos dados. Além de auxiliar os participantes do mercado quanto suas decisões, estas estatísticas também servem para fundamentar pleitos do setor junto às autoridades governamentais. A Bolsa fornece, diariamente, informações de cotações do produto em sua página com base em números informados pelos próprios corretores.

 

Visando ainda mais a participação da Bolsa no mercado internacional, a entidade passou a ser signatária do Universal Cotton Standards Agreement junto ao USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Este acordo nos permite participar como observadores na confecção das caixas padrão do algodão, que servem de parâmetro para a classificação no mundo todo.

 

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