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FEV. 18, 2019

Bolsa Brasileira de Mercadorias apresenta plataforma de leilão de cafés especiais

Os produtores de cafés especiais de todo o país contam agora com nova alternativa para comercializar o produto. São leilões agrícolas eletrônicos direcionados para cafés especiais, promovidos pela Bolsa Brasileira de Mercadorias. A proposta foi apresentada aos cafeicultores do Sul de Minas Gerais durante o Encontro de Produtores de Café, na última sexta-feira (15), na Associação da Micro Região da Baixa Mogiana (Amog), em Guaxupé. 

 

A proposta da Bolsa Brasileira ao setor cafeeiro é a utilização de leilões eletrônicos específicos e regulares para venda e escoamento de cafés especiais para compradores do mercado interno e para exportação. “Esse mecanismo permitirá ao setor uma exposição mais abrangente das ofertas para compradores de todo o país, com a garantia de recebimento por meio de uma conta de liquidação da Bolsa criada para esta finalidade”, explica Cesar Costa, diretor da Bolsa.

 

                                                                                                                Foto: Portal da Cidade Guaxupé

 

De acordo com Costa, os leilões eletrônicos de cafés especiais surgiram a partir da demanda dos próprios produtores. “Já tivemos algumas sondagens por parte de lideranças e produtores de café sobre a possibilidade de a gente propor uma alternativa, com uma forma organizada e divulgação maior desses cafés no Brasil. Sabemos que esses cafés especiais têm se popularizando”, ressalta o diretor. 

 

 

O cafeicultor Artur Queiróz, da cidade de Cambuquira (MG) esteve presente no encontro em Guaxupé para conhecer a proposta. “Acredito que seja uma excelente opção. O mercado vai ganhando, vai se amadurecendo, e cria-se uma opção bem interessante. Hoje, trabalha-se muito separado com vendas isoladas, com cooperativas, mas com o mercado de bolsa se direciona melhor”, avalia o produtor, que afirma ainda já ter amargado prejuízos ao vender diretamente para o mercado externo. “Eu tive uma experiência catastrófica de exportar sozinho e ficar 7, 8 meses para receber. Você fica apurando o mercado sem realmente saber o que fazer, então, precisa ter alguém atrelado para saber o que fazer”, explanou. 

 

Para o presidente do Conselho do Café da Amog, Fernando Barbosa, o leilão eletrônico vem de encontro às necessidades dos produtores de cafés especiais e ao mercado consumidor. “O consumidor está atento e cada vez está aprendendo a tomar os cafés especiais.  Hoje, temos os jovens coffee lovers, que exigem mais e o mercado só tende a melhorar”, disse.

 

Produtor no comando

Entre as propostas dos leilões eletrônicos, uma delas é de que o vendedor define o preço mínimo de aceitação, acompanha os lances on-line e pode optar pela utilização da Câmara Arbitral para resolver conflitos. “O cafeicultor pode levar a oferta por meio de uma autorização juntamente com a certificação da classificação e a Bolsa publica a oferta. Os nosso corretores vão divulgar a oferta aos compradores e nós vamos divulgar também em nossas redes e na mídia. Nós somos parceiros do Canal do Boi e essa divulgação é para o Brasil inteiro”, afirma Cesar Costa. Segundo ele, os compradores devem estar cadastrados por uma corretora.

 

A produção de café no Brasil é responsável por cerca de um terço do volume mundial do produto, tornando-nos o maior produtor do grão, posição mantida nos últimos 150 anos. No ano passado, as exportações do produto brasileiro resultaram em US$ 6,15 bilhões. A Bolsa Brasileira de Mercadorias tem participação intensa no mercado através de mais de 140 corretoras de mercadorias associadas e é maior parceira da  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nos leilões de vendas dos estoques públicos oficiais.

 

Os leilões serão transmitidos pelo Canal do Boi (190 da NET e ClaroTV).

 

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