ARTIGO - Plantio milho e soja nos EUA

Autoria: Andrea Cordeiro – Grupo Labhoro
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
27/05/2019

ARTIGO - Plantio milho e soja nos EUA

Autoria: Andrea Cordeiro – Grupo Labhoro
Por Bolsa Brasileira de Mercadorias BBM
27/05/2019

 

Em conversa com alguns produtores do Meio-Oeste dos Estados Unidos – Illinois, Iowa e Nebraska -, a preocupação gritante e imediata é pelo plantio do milho. Alguns produtores afirmam que, nesse momento, nem pensam no chamado “prevented planting” do milho para soja e afirmam que querem aproveitar cada janela para plantar o máximo que conseguirem do cereal. A janela para a maioria dos estados encerra no fim de maio, mas até cinco de junho ainda é possível plantar.

 

Um detalhe extra para o qual eu chamo a atenção é em relação às temperaturas abaixo do normal que não permitem que do solo, já encharcado, evapore a água acumulada, além de retardar o processo de germinação do milho.

 

O produtor norte-americano que votou em Trump e o apoia está num momento de muita irritação, fazendo forte pressão ao governo através de suas associações locais e regionais. O governo vem sentindo aumentar a desaprovação sobre sua estratégia com a China.

 

A chave para os preços nos próximos dia será o tal pacote de ajuda ao produtor norte-americano, que vendeu pouco da safra 2018/2019 e vê armazéns lotados de soja e de milho, gerando custo extra de armazenagem nos transbordos, o que se vê em meio a essa indefinição de guerra comercial e adversidade climática.

 

O remédio de Trump que promete cura para o doente - US$ 2,00 bushel para o sojicultor -, pode ser o veneno para matá-lo lá na frente caso a China não flexibilize o discurso e o acordo não saia.

 

Vamos analisar o mercado com cuidado e observar cada passo, afinal, não é só o produtor norte-americano que está nervoso e intrigado. O brasileiro também está bem preocupado, ele só não sente tanto os efeitos dessa indefinição porque o dólar está em alta e os prêmios se valorizaram cerca de 70 centavos nas últimas duas semanas.

 

Não fosse essa dobradinha, o brasileiro estaria mais angustiado, pois logo logo vai receber os insumos para sua próxima safra que virão com preços bem mais altos. A desvalorização, que hoje com pensa a queda dos preços em Chicago, é a mesma que impactará nos custos de produção mais altos.

 

Vamos acompanhar ainda a questão da peste suína africana na China que vem freando a demanda mundial por soja.

 

Autoria: Andrea Cordeiro – Grupo Labhoro

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