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MAR. 22, 2019

Algodão é um bom negócio

Com previsão de acréscimo em torno de 20% na produção, o volume de algodão em pluma no Brasil deverá atingir 2,6 milhões de toneladas em 2019. Os dados foram divulgados na estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O número representa uma safra recorde de algodão por aqui. Infortunadamente, a pujança no campo, representa pressão no preço pago ao produtor. “O preço do algodão está em uma decrescente desde o ano passado [...]. Para este e o ano que vem, há alguns fatos que ainda precisam de desdobramentos para termos convicção de que haverá queda, mas o cenário realmente vem se ajustando”. A afirmação é do corretor de algodão Bernardo Souza Lima e foi feita em entrevista ao Canal do Boi na qual ele cita, como um desses fatores, a questão do clima nos Estados Unidos.

 

 

Nos últimos três anos, os contratos de segunda posição de entrega do produto acumularam uma alta de 22% na Bolsa de Nova York, passando de 59 centavos de dólar a libra-peso para quase 72 centavos de dólar, o que justifica o maior interesse em produzir algodão. Só no Brasil, o salto foi de 940 mil hectares, em 2016/17, para 1,5 milhão em 2018/19, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Muitos produtores conseguiram se antecipar fixando a venda futura para até dois anos.

 

Além do crescimento já consolidado no Brasil e das projeções de novos implementos na produção, nos Estados Unidos, maior exportador  da fibra no mundo, há estimativa de acréscimo na área plantada, que pode ser a maior dos últimos cinco anos. Mesmo com a possibilidade de ampla oferta global do produto, o que ajuda a trazer otimismo por aqui é que, em 2018, por exemplo, os embarques da fibra brasileira avançaram mais de 20%, mostrando um mercado altamente aquecido. Apesar do prolongamento da guerra comercial entre China e Estados Unidos, que não é benéfico para o comércio mundial como um todo.

 

Analisando todo o cenário, o setor algodoeiro segue andando de cabeça erguida.  “O Brasil está realmente se consolidando no algodão. Todos os estados produtores registraram aumento de área. Em Mato Grosso, com o êxito que tem tido na segunda safra, houve uma expansão muito forte, então, está tudo se encaminhando para o Brasil realmente se manter com essa posição forte no mercado mundial de algodão”, afirmou o corretor. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor e terceiro maior exportador global da fibra.

 

Ao ser questionado pelo jornalista Valter Puga Jr. se investir no algodão ainda é um bom negócio, o corretor resumiu: “Algodão é um bom negócio. Isso tem ficado em evidência no Brasil nos últimos anos. Ele (o algodão), sendo bem produzido, com o clima contribuindo, com as aplicações de defensivos e fertilizantes e o dever de casa do produtor sendo cumprido dentro dos conformes, e sabendo também ficar atento às oportunidades de venda e questões comerciais, com certeza é um bom negócio para o agricultor”, conclui o corretor.

 

A Souza Lima Corretora, situada em Minas Gerais, faz parte do quadro de mais de 130 corretoras da Bolsa Brasileira de Mercadorias, 40 delas, especializadas no mercado de algodão em pluma.

 

Confira a entrevista completa

Confira a cotação do algodão

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