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O pecuarista brasileiro já está entendendo de que existe mais uma opção de negociação e de comercialização de seus animais, a Bolsa. Nesta sexta-feira, 28, pela manhã, foi finalizado o primeiro leilão de Boi Gordo na Bolsa Brasileira de Mercadorias, gerando volume de vendas de R$ 193.800,00. Os leilões anteriores foram de vacas.
“O produtor está começando a confiar no sistema da Bolsa. Agora faltam aos frigoríficos aderirem ao sistema. Nesta semana recebemos mais de 15 pecuaristas solicitando suas adesões ao sistema e pedindo para preencherem os termos de autorização de corretagem”, explicou Carlos Fachini Dupas, diretor da Corretora Ativacon, associada à Regional Mato Grosso do Sul da Bolsa.
A Ativacon foi a responsável pela oferta de venda de 150 bois gordos das raças Nelore e Cruzado Brangus do Município de Rio Verde de Mato Grosso (MS).
Conforme Dupas, a instabilidade por parte de alguns frigoríficos no Brasil tem deixado o pecuarista apreensivo. É por meio dos leilões da Bolsa Brasileira de Mercadorias, ligada à BM&FBOVESPA, que o produtor terá segurança nas negociações.
“O pecuarista no Centro-Oeste anda assustado com notícias de frigoríficos entrando em processos de recuperação judicial. Por isso, ela acaba buscando a Bolsa para realizar seus leilões.
Mais volume
Nesta semana a Bolsa Brasileira de Mercadorias realizou dois leilões e duas negociações de balcão, totalizando 443.232,00 no total das negociações, incluindo o pregão desta sexta-feira. Foram negociados 236 vacas, 22 novilhas e os 150 bois gordos deste último leilão, aumentando o volume negociado.
De acordo com o regulamento da Bolsa, o comprador deposita 90% do valor antecipado e a Bolsa fará o pagamento ao vendedor conforme o romaneio (documento) de abate dos animais.
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