A Bolsa Brasileira de Mercadorias foi concebida para ser a bolsa do agronegócio brasileiro. É um importante elo entre a agricultura,
comércio, indústria, sistema financeiro e o governo. A Bolsa visa viabilizar a participação da iniciativa privada no financiamento da produção.
A Bolsa Brasileira de Mercadorias tem como principal objetivo organizar, desenvolver e prover o funcionamento, por meio de sistemas de negociação, de transações com mercadorias, bens, serviços e títulos, nos mercados primário e secundário, nas modalidades à vista, a prazo e a termo.
No desenvolvimento dos sistemas da Bolsa Brasileira de Mercadorias, foram levados em conta
os principais fatores estruturais:
- Organizar o mercado físico, atraindo compradores e vendedores interessados em preços transparentes para seus produtos;
- Viabilizar o mercado secundário de títulos por meio do endosso eletrônico desses papéis, com vistas em dar liquidez a esse mercado, condição essencial para a consolidação de um mercado primário efetivamente ativo e capaz de estimular a participação da iniciativa privada;
- Instituir endereço único para os agentes do agronegócio registrar seus títulos e contratos, para o governo registrar e lançar seus instrumentos de política agrícola e para os produtores rurais e cooperativas registrarem os títulos representativos de suas mercadorias depositadas em armazéns certificados;
- Viabilizar a participação de investidores – pessoas físicas e jurídicas, instituições financeiras, investidores institucionais e investidores não-residentes – no financiamento da produção, comercialização, carregamento dos estoques e estocagem dos produtos agropecuários.
Cada CRO (Central Regional de Operações) da Bolsa tem sala de negociação própria. Esta é utilizada pelas corretoras interessadas em participar do leilão eletrônico do Banco do Brasil e dos leilões da Conab, igualmente servindo como sala de contingência para as corretoras.