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A Bolsa Brasileira de Mercadorias foi concebida para ser a bolsa do agronegócio brasileiro, tornando-se o elo entre agricultura, comércio, indústria, sistema financeiro e o governo. E, com isso, viabilizar a participação da iniciativa privada no financiamento da produção.

A grande motivação sócio-econômica para sua constituição foi a necessidade de modernizar os canais de comercialização de produtos agropecuários no País e oferecer aos órgãos governamentais instrumento eficiente e confiável para o exercício da política agrícola.

A Bolsa Brasileira de Mercadorias tem como principal objetivo organizar, desenvolver e prover o funcionamento, por meio de sistemas de negociação, de transações com mercadorias, bens, serviços e títulos, nos mercados primário e secundário, nas modalidades a vista, a prazo e a termo.

No desenvolvimento dos sistemas da Bolsa Brasileira de Mercadorias, foram levados em conta fatores estruturais, dos quais se destacam os mais importantes:

  1. a necessidade de organizar o mercado físico, de forma a atrair compradores e vendedores interessados em preços transparentes para seus produtos;
  2. a necessidade de viabilizar o mercado secundário de títulos por meio do endosso eletrônico desses papéis, com vistas em dar liquidez a esse mercado, condição essencial para a consolidação de um mercado primário efetivamente ativo e capaz de estimular a participação da iniciativa privada;
  3. a necessidade de instituir endereço único para os agentes do agronegócio registrarem seus títulos e contratos, para o governo registrar e lançar seus instrumentos de política agrícola e para os produtores rurais e cooperativas registrarem os títulos representativos de suas mercadorias depositadas em armazéns certificados;
  4. a necessidade de viabilizar a participação de investidores – pessoas físicas e jurídicas, instituições financeiras, investidores institucionais e investidores não-residentes – no financiamento da produção, comercialização, carregamento dos estoques e estocagem dos produtos agropecuários.

Cada CRO tem sala de negociação própria. Esta é utilizada pelas corretoras interessadas em participar do leilão eletrônico do Banco do Brasil e dos leilões da Conab, igualmente servindo como sala de contingência para as corretoras.

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